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De San Diego ŕ San Francisco
Duas semanas de carro pela Califa!

 

De San Diego a San Francisco

Diz a lenda que um romance espanhol do inicio do século 16, Las Sergas de Esplanadian ("Os feitos de Esplanadian), foi o primeiro a usar o nome Califórnia, dado a uma ilha mítica transbordante de riquezas naturais e governada por uma rainha chamada Calafía.
Inicio dos anos 80 e Lulu Santos nos chamou através da sua musica a ir a Califórnia, "viver a vida sobre as ondas".
Julho de 2001 e eu atendi ao chamado e fui parar na Califórnia.Duas semanas viajando de carro pelas estradas californianas, curtindo todo o bom astral que o estado proporciona a quem lá está.

Ao saber da gravidez da minha esposa, Flávia, nós dois resolvemos fazer uma viagem, não uma simples viagem, mas uma que fosse marcante e inesquecível, e o destino escolhido não poderia ser outro. E lá fomos nós, aeroporto de Cumbica, American Airlines com destino a San Diego fazendo conexão em Dallas-Fort Wort.

Chegando em S D chamou atenção o visual da Baia e a beleza do Aeroporto com seu estilo moderno e arquitetura diferenciada.Lá pegamos o Shuttle até a locadora onde fomos retirar o carro e encontrar com Sylvio, amigo e colega de faculdade de educação física que mora em S D há mais de dez anos e que na época trabalhava em uma unidade da 24 hs Fitness.Esse contato foi muito importante porque ele além de nos mostrar um pouco da cidade ainda nos deu várias dicas interessantes que nos ajudou muito na nossa aventura. Através dele conhecemos La Jolla Beach e pudemos fazer um legitimo break fast americano no Denny's. Depois disso ficou o arrependimento de não ter ficado mais tempo em S D. O pouco tempo passado lá se deu porque meu cunhado falou que a cidade não era interessante. Fomos enganados e ficamos apenas um dia e meio.

Mas outros lugares muito interessantes estavam nos aguardando e partimos para Anaheim, onde seria nossa base para conhecer a Disneyland, Universal Studios e L A. Ficamos em um hotel a duas quadras da Disneyland onde a noite pudemos ver o show de fogos. Essa parte da viagem foi mais para conhecer o lado imaginário da Califórnia, o lado da fantasia, aquele que nos é passado pelas telas dos cinemas.Aliás uma das coisas mais legais de ir ao USA é poder materializar as coisas que nós vemos nos filmes, como o ônibus escolar amarelo,os ônibus da Greyhound e os carros de policia."um patrulheiro CHIP's passou pelo meu lado...", ou até mesmo os bondinhos de San Francisco.

E após 3 dias entre Disneyland, Universal Studios , calçada da fama, Hollywood e Sunset Boulevard, seguimos viagem e pegamos a rodovia #1 com destino a Monterey, e esse visual foi um dos mais incríveis porque a # 1 recorta o litoral passando pelo Big Sur, aonde vimos paisagens maravilhosas e novamente eu me senti como se estivesse em um filme "Hollywoodiano". Um pequeno farol branco a beira de um precipício, pequenas enseadas cheias de lontras e focas e até um solitário surfista.

Nessa parte da viagem uma pequena distração e perdi a entrada de Santa Barbara e acabei não conhecendo esta cidade que dizem ser muito bonita.Mas devido a distancia que tivemos de percorrer neste dia, foi até bom que passamos direto porque só chegamos em Monterey a noite e a estrada é muito sinuosa e um pouco deserta, perigosa de ser percorrida no escuro.

Monterey, cidade que já foi porto de pesca e é famosa através dos livros do escritor John Steinbeck, Nobel de literatura em 1962.Autor de vários sucessos entre eles "Vidas Amargas" filmado com James Dean em um dos poucos filmes que ele atuou devido a sua morte precoce. Lá fomos conhecer o Monterey Bay Aquarium, maior aquário marinho dos EUA, que está instalado em uma antiga industria de Sardinhas. Cidade onde tem o também famoso Fisherman's Wharf, antigo centro das industrias baleeiras e de pesca que agora é point de compras e alimentação.Historicamente Monterey é importante porque ela foi capital da Califórnia até 1848, antes de Sacramento.

Mas, uma etapa da viagem ficou para trás, e resolvemos voltar várias milhas dessa vez pela rodovia 101 até San Simeon para conhecer o Hearst Castle, magnífica construção onde morava o magnata da imprensa norte americana Willian Hearst, que foi retratado no cinema em "Cidadão Caine" de Orson Wells.Esta imponente mansão que fica no alto de uma colina onde se avista a cidade e o litoral,é um dos três pontos turísticos mais visitados na Califórnia.É tão grande que levaria horas para descrever. Uma das coisas que mais chama a atenção é a piscina de Netuno, toda em mármore branco e cercada por colunas, é decorada com estatuas reproduzindo um templo grego.E ainda tem uma piscina Romana, coberta e aquecida, toda decorada com mosaicos e cristais venezianos.Para conhecer o castelo são oferecidos passeios monitorados por guias.

Voltando para Monterey, a próxima parada foi Carmel. Bucólica cidade que fica na encosta de uma montanha sobre o mar. É comparável em beleza e estilo a Campos do Jordão com a diferença que está na beira da praia.Com suas lojinhas de arte, pequenas pousadas e casinhas de madeira, é sem duvida um lugar muito agradável para um passeio.Mas a praia, linda por sinal, pelo menos nesse dia, só de agasalho...
Clint Eastwood foi prefeito de Carmel.

Não posso deixar de citar o pequeno farol branco (Point Pinos Lighthouse) que fica entre Monterey e Carmel, com belos gramados onde circulam pequenos cervos soltos pelas ruas da cidade.

Voltamos no dia seguinte para conhecer a Carmel Mission, antiga igreja fundada pelo padre Junipero Serra, que na época da colonização foi o centro administrativo de todas as missões do norte da Califórnia. Um detalhe importante : as missões eram construídas para ficarem a distancia de viagem de um dia a cavalo uma da outra e ficavam no chamado "El camino real" que ia de San Diego de Alcalá até San Francisco de Solano que fica em Sonoma Valley.
E seguindo a viagem, esse era o momento de deixar um pouco o litoral e partir com destino as High Sierras, ao Yosemite National Park, um dos mais belos espetáculos naturais do mundo.Atravessamos o estado no sentido oeste - leste, passando por várias cidades pequenas, plantações e até por um reservatório gigantesco de água até chegar ao portão de entrada do Yosemite, onde mais uma vez eu me senti na Califórnia das telas, quando fomos recepcionados por uma jovem e loira guarda florestal que estava vestida como o guarda do desenho do Zé Colméia.

Para ingressar no parque é necessário pagar uma taxa de US$ 20,00 semanais por carro e você recebe um mapa, um jornal e alguns folhetos. Em um desses folhetos vem uma mensagem, com foto, alertando sobre uma estatística de ataques de ursos a carros em busca de comida, "não deixe o seu carro fazer parte desta estatística".

Outra razão para me sentir em um filme foi o próprio parque que já serviu de cenário em várias oportunidades. Uma delas foi Maverick com Mel Gibson.
Uma região montanhosa com paisagens espetaculares, várias cachoeiras e florestas de Sequóias (arvores seculares e imensas), o Yosemite é uma das maiores atrações do mundo para alpinistas e aventureiros devido a suas montanhas, trilhas para bikes e trekking e a sua estrutura voltada para o lazer. Também é possível praticar rapel e rafting.

No Yosemite fica o El Capitan, maior rocha de granito exposta do mundo, um sonho para os alpinistas, além do Half Dome. Mas o visual mais incrível é obtido no Glacier Point, uma plataforma rochosa que fica a 980 m acima do nível do mar. Em 1864 o Yosemite se tornou o primeiro parque florestal dos EUA e em 1935 a primeira estação de esqui operada comercialmente. É possível ficar hospedado ou acampado dentro do parque, ou como nós fizemos, em hotéis nas cidades adjacentes.

Após dois dias, partimos do Yosemite de volta a costa oeste para a parte final da viagem com destino a San Francisco. Neste trajeto fiquei lado a lado com um dos "Aqueducts" californianos e passei pelas turbinas de vento, enormes hélices que servem como sistema de captação de energia, situados em Livemore um subúrbio afastado de "Frisco", centenas delas. Uma visão bem futurista.

E, depois de algumas milhas de expectativa, surge o primeiro contato visual com aquela que é considerada umas das cidades mais bonitas do mundo, ela e suas pontes, suas ladeiras e seus "cables car", suas casas em estilo vitoriano e sua linda baia onde repousa a Ilha de Alcatraz. A nossa entrada em São Francisco foi através da Bay Bridge, a outra ponte não tão famosa quanto a Golden Gate, mas tão ou mais importante por facilitar o transito e a travessia da baia. Nesse momento "California Dreams", The Mama and the Papas, foi a musica que me veio a cabeça.

San Francisco

Ao chegar na cidade fomos procurar o nosso hotel. Reservamos um hotel próximo ao centro e com garagem porque soubemos que é muito difícil estacionar na cidade. Após nos instalar , fomos passear a pé pela região do centro onde ficam as ruas principais, entre elas a Market Street, a Geary, O Farrel, e a Powell esquina com a Market, onde fica o "Powell Street Car Turntable", ponto inicial da viagem do Cable car, onde o condutor e o cobrador descem do veiculo e o empurram para fazer a volta para a próxima viagem.Essa volta é necessária pois nessa linha o bonde é puxado por cabo único. Desse ponto partem as linhas Powell-Hyde e Powell-Mason que fazem os percursos mais espetaculares passando por Nob Hill, Chinatown e Fisherman's Wharf. É linda a vista quando o bonde desponta no alto do morro e podemos avistar o outro lado da baia onde fica Alcatraz e a Golden Gate.Ainda existe uma terceira linha, California.
Chegando no Pier 39, Fisherman's Wharf, uma decepção : Não havia mais passagens para Alcatraz, só para semana seguinte quando não estaríamos mais na Califa.Ficamos sem conhecer, mas pelo menos é um motivo para ir novamente a San Francisco.

Fisherman's Wharf era um lugar de atividade pesqueira mas vem se voltando cada vez mais para o turismo. Várias atrações se encontram nesta região que tem como ponto alto o pier 39 que parece uma vila pesqueira de madeira, onde estão vários restaurantes e lojas. Lá almoçamos no Buba Gump, restaurante temático do filme Forrest Gump, onde mais uma vez a Califórnia do mundo das telas se apresentou para nós. Na entrada do restaurante tem um banco como o do filme onde os visitantes podem tirar fotografias, e ainda tem a mala, a caixa de bombons e uma replica do tênis do Forrest para enfiar o pé.É possível encontrar um sósia do Tom Hanks e conversar com o Forrest ou tirar fotos. No cardápio as especialidades são os camarões e pitús, que o Buba ensinou ao Forrest como se pescava.Várias televisões espalhadas pelo restaurante ficam passando o filme, e os garçons fazem perguntas sobre o Forrest que valem prêmios.A comida é muito boa e o visual da baia também.

Outra atração do Píer são os Leões Marinhos que ficam deitados nos ancoradores. No dia seguinte continuamos o passeio pela região central em direção a Union Square, região onde ficam lojas como a Nike Town, Macy's, e a loja principal da Levi's, onde comprei uma 501, compra histórica naquela que é a cidade onde em 1873 nasceu o jeans.Nessa loja da Levi's é possível escolher calças através de um sistema que "scaneia" o corpo da pessoa e é indicado o tamanho ideal. Também tem um sistema que a pessoa entra em uma banheira e a calça é encolhida até o tamanho ideal. Além da loja também fomos conhecer a Plaza Levi´s onde fica a sede administrativa da empresa. A praça revive o cenário do cânion de Sierra Nevada onde trabalhavam os mineiros que primeiro vestiram as calças reforçadas de Levi Strauss e Jacob Davis inventores do jeans. Aproveitamos para entrar na sede da empresa onde havia vários itens da história da Levi's como calças antigas e anúncios que acabam se confundindo com a historia da cidade.

Na região central fomos também ao Transamerica Pyramid, que com o seu formato de agulha é o prédio mais alto da cidade e é outro cartão postal sendo figura constante em filmes em San Francisco.E ainda passamos pelo "Wells Fargo History Museum" onde fica exposta uma diligência original dos tempos do velho oeste. O nosso primeiro jantar em San Francisco foi no Planet Hollywood onde nas duas mesas ao lado da nossa as pessoas eram brasileiras e o garçom, mexicano, morou em São Paulo.

Mais um dia e tiramos o carro da garagem. Agora fomos a região de Presidio, descer a Lombard Street (rua mais sinuosa do mundo), Fort Point (aquele que fica em baixo da Golden Gate) e finalmente atravessar a Golden Gate. Estacionamos o carro e fomos a pé até o meio da ponte, onde mesmo no verão quase congelamos com o vento que entra na baia.Impressionante a altura da ponte até a água.

Depois dessa experiência de conhecer o maior ícone de San Francisco, seguimos com o carro em viagem até a região de Napa Valley onde ficam as famosas vinícolas da Califórnia. Uma região muito bonita com casas de fazendas em estilo colonial.É possível visitar as vinícolas e ainda degustar um bom vinho da casa.
Em Napa descobrimos um Shopping de outlets e fizemos uma festa na Timberland e Levi's.

Ao retornar a San Francisco fomos jantar no Johnny Rocket's, em Fisherman's Wharf. Lanchonete em estilo "fifthies" que tem uma similar em São Paulo , o Rocket's. Por coincidência o garçom que nos atendeu era paulista e ainda encontrei uma ex-aluna que estava na cidade fazendo um curso.Nessa noite trocamos de hotel e fomos para um mais barato, mais ao centro e com um quarto bem maior. O único inconveniente era que não tinha garagem e pelo menos uma noite o carro dormiu na rua e o medo não era tanto de roubarem o carro, mas dele ser guinchado porque existem várias restrições quanto a estacionar na cidade.Aliás os quartos dos hotéis das outras cidades eram muito maiores e as diárias muito mais baratas.

Mas correu tudo bem com o carro e no dia seguinte fomos passear pela cidade percorrendo a "49- Mile Scenic Drive" que é uma "estrada panorâmica" indicada através de uma placa azul e branca com o desenho de uma gaivota. Essa trilha passa pelos bairros mais interessantes, por atrações e vistas privilegiadas.São aproximadamente 24 atrações e há vários lugares onde parar para fotografar e admirar a vista. Não há um ponto específico para se iniciar a trilha, mas ela deve ser percorrida no sentido anti-horário.

Um desses pontos fica no Golden Gate Park, que possui três museus e várias instalações esportivas. Lá nos fomos no Japanese Tea Garden, um típico jardim japonês composto por um labirinto de trilhas que serpenteiam entre arvores e flores. Há também um lago com Carpas coloridas, onde existe uma ponte de madeira em arco, a Moon Bridge, e um enorme pagode de madeira. No meio do jardim encontramos um família de Guaxinins que passeava tranqüilamente. Guaxinim também é uma coisa que eu só tinha visto no cinema.

Voltando a 49-Scenic, seguimos rumo a Ocean Beach e as praias da cidade que não são protegidas pela baia. Lá, finalmente concretizei um sonho que eu acabei adiando durante a viagem porque não era prioridade, entrar nas águas do Pacifico. Só que devido ao frio não tive coragem de dar um mergulho e apenas molhei os pés e as mãos na água enquanto Flávia ficou escondida do frio no carro. Ao retornar para o carro, peguei um saco de salgadinhos que não queríamos mais e comecei a dar as gaivotas e quando percebi várias gaivotas e corvos estavam me sobrevoando ajudados pelo vento e algumas até pegaram salgadinhos da minha mão durante o vôo.

Muitas das atrações da "49" nos já tínhamos visto antes de segui-la, e aproveitamos para conhecer o Japantown que é o núcleo da comunidade japonesa na cidade, onde fica o Japan center que é um "mall" de restaurantes e lojas com produtos japoneses.
Após uma boa noite de sono e um american breakfast fomos conhecer o Yerba Buena Gardens, onde fica o Moscone Center e o Metreon que é um Shopping da Sony, onde encontramos tudo que há de mais moderno em tecnologia de vídeo, som, games e telefonia. Além de lojas lá também tem cinemas, lanchonetes e jogos eletrônicos.É um lugar com clima futurista e voltado a diversão.

Depois disso passamos a voltar em lugares que achamos interessantes e fomos novamente ao Pier 39 onde novamente almoçamos no Buba-Gump e passeamos tranquilamente pela região de Fisherman' s Wharf, e depois fomos andar pelo centro da city e nada mais foi novidade.
Lógico que vários lugares deixaram de ser conhecidos, mas também quando formos novamente a Califa e a San Francisco teremos ainda algo para conhecer.
No dia seguinte fomos para o Aeroporto de San Francisco, onde devolvemos com tristeza o carro que foi nosso companheiro nesta viagem e pegamos o vôo com destino a São Paulo e mais uma vez conexão em Dallas-Fort Worth.Decolando de SF o avião sobrevoou Lake Tahoo e o Grand Canyoon para nos dar uma ultima mostra da beleza da região .

Aqui eu tentei transmitir um pouco da experiência maravilhosa que foi passar duas semanas de carro conhecendo a Califórnia. Da realização de um sonho.Sei que muita coisa deixou de ser vista ou comentada, mas a Califórnia é uma mistura de mundos real e imaginário que acabam se confundindo e nos dando a impressão de que sempre há algo mais.

 

Links interessantes:

www.nacalifa.com
www.sandiego.com
www.california.com
www.yosemite.org
www.carmelcalifornia.com
www.mbayaq.org
www.hearstcastle.org
www.sfgoldenbear.net/san_francisco.html
www.levistrauss.com.br/about/history/timeline.asp
www.disneyland.com

por Tarso exclusivo para o NaCalifa.com

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